O designer virou orquestrador
Parei de desenhar pixel a pixel e passei a dirigir agente. A decisão de design continua minha; a execução virou conversa.
Por anos o trabalho foi executar: abrir o Figma, mover pixel, repetir. A parte cara nunca foi essa. Era a decisão antes dela: o que resolver, pra quem, por quê. A execução só consumia o tempo que devia ir pra decisão.
O gargalo mudou de lugar
Engenharia, marketing e finanças já aceleraram com IA. Design é o próximo gargalo. PM e não-designer já entregam interface "80% boa o suficiente". Quando a execução vira commodity, o que sobra de valioso é o julgamento: estratégia, gosto, e a régua do que presta.
Chat não é agente
Chat é transporte de contexto: pergunta, copia, cola, repete. Agente já vive na pasta do projeto, lê o estado, cria e edita arquivo. A diferença não é velocidade, é onde mora o contexto. No agente, ele para de escorrer entre janelas.
O que eu faço agora
Defino a estratégia e as regras. O agente executa código e layout. Eu reviso, corto, aponto a direção. É o mesmo papel de sempre, diretor, só que o time agora é de máquina. A ferramenta acelerou; a autoria não saiu da minha mão.
// Takeaway Aprender a orquestrar agente hoje é como aprender Figma em 2016. A execução virou barata, o julgamento, valioso.