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IA · Processo3 min de leitura

O designer virou orquestrador

Parei de desenhar pixel a pixel e passei a dirigir agente. A decisão de design continua minha; a execução virou conversa.

Por anos o trabalho foi executar: abrir o Figma, mover pixel, repetir. Só que a parte cara sempre foi a decisão antes disso: o que resolver, pra quem, por quê. A execução só consumia o tempo que devia ir pra decisão.

O gargalo mudou de lugar

Engenharia, marketing e finanças já aceleraram com IA. Design é o próximo gargalo. PM e não-designer já entregam interface "80% boa o suficiente". Quando a execução vira commodity, o que sobra de valioso é o julgamento: estratégia, gosto, e a régua do que presta.

Onde o contexto mora

Chat é transporte de contexto: pergunta, copia, cola, repete. Agente já vive na pasta do projeto, lê o estado, cria e edita arquivo. A diferença que importa é onde o contexto fica: no agente, ele para de escorrer entre janelas.

O que eu faço agora

Defino a estratégia e as regras. O agente executa código e layout. Eu reviso, corto, aponto a direção. É o mesmo papel de sempre, o de diretor, só que agora o time é de máquina.