O design system que a IA realmente lê
O design system que o agente aplica não é um arquivo de Figma nem um PDF de marca. São três arquivos de texto, e ele lê melhor que eu.
Por anos meu design system morou no Figma: componentes, variantes, um PDF de marca que ninguém abria duas vezes. Quando passei a construir com agente, descobri que quase nada disso ele lê direito. Imagem é opaca pra IA. O que ela consome com fome é texto.
Três arquivos, não uma biblioteca
O sistema que a IA aplica cabe em três arquivos de texto:
tokens.md— o dicionário de uso. Padding, sombra, tipografia, espaçamento, e quando usar cada um.tokens.css— a implementação real, pra o código bater com o manual em vez de divergir dele.decisions.md— o cérebro. As regras que eu não quero repetir em todo prompt.
O decisions.md é onde mora o gosto
Tokens qualquer um exporta. O que faz a IA parecer eu são as decisões escritas em texto simples: "prefira barra de progresso contextual", "sempre seta laranja no botão de ação", "canto reto, nunca arredondado". Sem isso, o agente devolve o visual médio da internet, aquele "AI slop" genérico. Com isso, ele aplica a minha régua em projeto que ele nunca viu.
Neste portfólio
Este site roda exatamente assim: um DESIGN.md com as decisões e um tokens.css com os tokens. Quando peço uma mudança, o agente lê os dois antes de tocar em qualquer linha de CSS. O resultado já nasce dentro do sistema, não é remendo colado por cima depois. A diferença não é velocidade, é coerência: o gosto fica registrado num lugar que a máquina lê toda vez.
// Takeaway O design system virou prompt. Quem escreve o decisions.md ensina a IA a ter o seu gosto, e isso é a parte que não dá pra terceirizar.