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// UX · IA · JUN 2026 · 3 min de leitura

Auditoria de UX com agentes paralelos

Dá pra auditar um protótipo com vários agentes ao mesmo tempo, cada um fingindo ser uma persona diferente. O trabalho difícil não é rodar, é dizer quem audita.

Auditar a própria tela tem dois defeitos: é lento e é viciado. Depois de quarenta telas eu acho tudo ótimo, porque acumulei contexto e perdi o estranhamento. É o viés de confirmação fazendo o trabalho de QA. A saída é não auditar sozinho.

Várias cabeças ao mesmo tempo

Subo o protótipo num servidor local e disparo agentes em paralelo, cada um com uma persona: o avaliador heurístico clássico, o usuário com pressa, a pessoa que não enxerga contraste baixo. Cada um varre a tela pela sua lente e devolve um laudo. No fim, um score consolidado que mostra onde dói de verdade, não onde eu acho que dói.

O pulo do gato é a persona

A parte que parece o trabalho, rodar a auditoria, a IA faz. A parte que importa, dizer quem audita, é minha. Persona rasa devolve laudo raso. "Audita a usabilidade" me dá genérico. "Motorista de 50 anos olhando o app parado no pátio, com pressa pra sair" me dá o problema real, do jeito que ele aparece pra quem usa.

Olhos frescos de propósito

Funciona porque cada agente entra sem o contexto que me cega. É o oposto do que acontece comigo sozinho: eu vou somando contexto até a tela parecer óbvia. Eles começam estranhando, que é exatamente o estado em que o usuário chega. A heurística virou commodity. O que continua meu é saber por quais olhos vale a pena olhar.

// Takeaway A IA executa a heurística em paralelo e sem viés de cansaço. Mas a qualidade do laudo é a qualidade das personas que escrevi antes de invocar.